Precisava de alguém que me visse melhor do que eu [...] Era estender a mão e tomar a direção que funcionava. Fiz contato regular e segui direções (SA 162-163).
Quando cheguei à SA, fui acolhido por um membro que disse: "É preciso honestidade rigorosa para trabalhar este programa". Fiquei assustado, mas continuei a regressar.
No início, escolhi um padrinho e escutei-o. Trabalhei os Passos, mas descobri que era doloroso olhar para mim próprio, por isso parei. Depois disso, o meu padrinho deixou a SA e eu decidi fazer os Passos por minha conta. Partilhei o meu Quarto Passo com outro membro. Envolvi-me no serviço da SA. Estava tecnicamente sóbrio e tomava as fichas regulares para a sobriedade, mas a minha relação com a minha mulher não estava a melhor após 11 anos de sobriedade.
Enquanto participava numa Convenção de SA, já não podia negar que algo estava errado com a minha sobriedade e a minha relação com a minha mulher. Eu estava a falar com um membro e pedi-lhe para ser o meu padrinho; ele concordou. Ao falar com ele, tornou-se claro que eu estava a usar a minha mulher para alimentar a minha luxúria. Tive de parar, mas não o consegui fazer sozinho. Tornei-me disposto a tomar a direção.
Em consulta com o meu padrinho, restabeleci a minha data de sobriedade. Isto tornou-se um ponto de viragem na minha recuperação. Tenho estado sóbrio desde então. O resultado desta atitude deu-me mais serenidade, e agora amo quem eu sou. Ainda estou casado e a trabalhar no Programa um dia de cada vez, não estou a tentar mudar mais ninguém. Com a ajuda do meu Poder Superior e do meu padrinho, aceito a minha esposa e outros, e trabalho para me mudar a mim próprio.
Deus, por favor, dá-me a serenidade de aceitar que o sexo é uma opção e que essa opção te pertence. Seja feita a Vossa vontade, não a minha.